A dor é um problema de saúde pública muito grave que afeta milhões de indivíduos e gera um gasto financeiro enorme para a sociedade, além de incalculável sofrimento humano. A fibromialgia é uma síndrome crônica que acomete, principalmente, mulheres, sendo caracterizada por queixa dolorosa músculo-esquelética difusa e pela presença de pontos palpáveis hipersensíveis e dolorosos à pressão, em regiões anatomicamente determinadas. Essas pacientes referem dores por todo o corpo, fadiga, alteração do sono e, freqüentemente, apresentam comorbidade com depressão e ansiedade.

 
As terapias cognitivas tiveram seu início em 1958, quando Albert Ellis, um psicanalista que havia sido influenciado por Alfred Adler e trabalhado com Karen Horney, publicou um artigo na revista Journal of General Psychology, intitulado Rational Psychotherapy (Ellis, 1958). Nesse artigo, ele defendia a importância das crenças irracionais na produção de estados emocionais perturbados.

 
Um quadro de dor crônica compromete não apenas a saúde física do indivíduo que sofre com a dor, mas também uma grande quantidade de outros problemas que acabam por comprometer muitos aspectos da vida da pessoa. Compromete não apenas o indivíduo, mas a família e pessoas próximas também são afetadas. (Turk e Gatchel, 1996).

 
Estudos recentes indicam que o Transtorno Obsessivo Compulsivo é um transtorno comum que ocupa a 4ª posição entre os transtornos psiquiátricos mais freqüentes. É caracterizado pela presença de idéias obsessivas e de rituais compulsivos tipicamente reconhecidos pelo paciente como excessivos ou irracionais.